Este ano, a motivação nos treinos de Thelma Filipovitch foi embalada pela possibilidade de classificação para o Mundial 70.3 em Las Vegas. Antes de pensar alto, a atleta SKARP team, junto com seu técnico, Diego Lopez, concentrou forças no 70.3 Penha, realizado em Santa Catarina, disputa que garantiria a vaga para o Mundial. Durante os treinamentos, Thelma contou com o apoio dos amigos personal trainers, os quais a acompanharam nos treinos de natação e de musculação, o que, segundo a atleta, foi fundamental para que concluísse os 70.3 Penha confiante, conquistando o 2º lugar na faixa etária 35-39 anos com o tempo de 5h08min. Entre um treino e outro, Thelma conversou com o blog da SKARP sobre o feito e a classificação para o Mundial:
SKARP: Qual foi a sua maior dificuldade durante o 70.3 Penha? Por quê?
Uma das coisas mais difíceis numa prova de triathlon é a largada da natação, pois há muito contato físico e muita disputa de espaço para as braçadas. Tivemos também o agravante da temperatura da água, que marcava 16°C. Nessas horas, ter uma roupa de borracha com manga comprida é essencial. No entanto, para mim, a parte mais difícil neste 70.3 foi o ciclismo, já que havia muito vento no percurso. Pedalar com o rosto no vento, fazendo força, enquanto a maioria dos outros competidores passa por você em pelotões, no vácuo, descumprindo as regras da prova, foi extremamente angustiante e frustrante, principalmente, por conta da falta de fiscalização e de punição.
SKARP: Qual foi o melhor momento da prova?
O melhor momento foi quando deixei a bicicleta na transição e comecei a correr. Nessa hora, a sensação de alívio é muito grande, pois, na corrida, tudo depende de seu planejamento de ritmo, hidratação e alimentação. O “acaso” de um pneu furado ou de um problema mecânico, fora de seu controle, já não existe mais. Sendo a corrida o meu melhor esporte dos três, saí feliz para correr.
SKARP: Qual foi a importância da roupa durante a prova?
Usei um macaquinho novo da SKARP do começo ao fim da prova. A qualidade da roupa que usamos numa competição é muito importante, porque ela não pode incomodar em nada. Pelo contrário, deve ajudar no que for possível. No caso, o macaquinho da SKARP foi perfeito, com uma leve compressão nas coxas, para diminuir a fadiga. Sem falar no corte, muito bonito, que valoriza o corpo feminino.
SKARP: Quais serão os seus próximos desafios?
No dia 25 de setembro farei o Troféu Brasil na distância olímpica, mas apenas como treino para o maior desafio deste ano, que será o Ironman de Cozumel, no final de novembro.
SKARP: Como será agora a sua rotina de treinamentos?
A semana pós-prova foi de descanso. Fiz apenas regenerativos e aproveitei para curtir os amigos, sair e fazer várias coisas que geralmente não tenho tempo. Na primeira semana de setembro começaram os treinos para o Ironman Cozumel. Até o final do mês devo atingir o volume total de 260 km de bike e 65 km de corrida na semana. Mais do que nunca, a disciplina vai ser peça chave para comer bem, descansar e não desenvolver nenhuma lesão.
SKARP: Você imaginava conquistar a vaga para o Mundial 2012?
A minha meta na prova era me divertir e terminar bem entre as primeiras da categoria. A conquista da vaga era uma possibilidade real, mas não era o foco.
SKARP: Quais são as expectativas para o Mundial 2012?
Minha expectativa para o mundial de Las Vegas em 2012 é a de encontrar competidoras com um nível técnico muito alto, mas tenho a intenção de curtir muito a prova, já que dizem ser uma das mais belas e difíceis do circuito de 70.3. Amo meu esporte e estar num mundial, vivendo por alguns dias em “Ironland”, é um sonho. Então, minha meta será terminar bem, em boas condições físicas e, quem sabe, beliscar um lugar no podium da minha categoria.
Parabéns, Thelma!